sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Fichamento do texto - Cap.3



MENDONÇA, Onaide Schwartz; MENDONÇA, Olympio Correa. O método sociolinguístico de alfabetização: consciência social silábica e alfabética. In: Alfabetização: Método Sociolinguístico. Ed 3 – São Paulo: Cortez, 2009.



Nesta primeira parte do capítulo os autores tratam da utilização da filosofia da educação por Paulo Freire, ao invés de denominá-la como um método assim, eles definem o conceito de palavra geradora que é uma palavra extraída do universo vocabular do aprendiz e através de sua conscientização e decomposição são geradas outras palavras. Ao se falar sobre método relaiconada com alfabetização, sempre se tem uma rejeição relacionando-o com métodos utilizados em outros séculos, aos quais crianças foram submetidas a processos incoerentes e desvinculados de sua realidade, que tinham como intuito fazer com que elas recebessem o ensino da leitura.

O que não ocorre com o método Paulo Freire pois, apesar de terem passos a serem seguidos não impede que o aprendiz reflita livremente sobre o objeto de conhecimento, a escrita; ao invés disso, lhe propicia a reflexão e a crítica de sua realidade, por meio da leitura do mundo, diferentes de outros métodos. O método Paulo Freire possui quatro passos, são eles:

1° Codificação: que é a representação de um aspecto da realidade expresso pela Palavra Geradora, por meio de oralidade, desenho, dramatização, mímica, música e de outros códigos que o alfabetizando já domina.

2° Descodificação: trata-se do exame das Palavras Geradoras para extrair os elementos existenciais nelas contidos.

3° Análise e síntese: Engloba análise e síntese da Palavra Geradora, objetivando levar o aprendiz a descoberta de que a palavra escrita representa a palavra falada, levando o alfabetizando a entender o processo de composição e os significados da palavra, por meio da leitura e da escrita.

4° Fixação da leitura e escrita: esse passo faz a revisão da análise das sílabas das palavras e apresentação de suas famílias silábicas através da ficha de descoberta, formar novas palavras com  significado e para composição de frases e textos, com leitura e escrita significativas.

Após a definição das técnicas do Método Paulo Freire que levam os aprendizes a se alfabetizarem, os autores estabelecem a descrição do educador para explicitá-los. Segundo os autores a Palavra Geradora é retirada do universo vocabular da comunidade, conforme critérios de produtividade temática, fonêmica e de teor de conscientização. E as primeiras palavrassão asseguradas a partir de atividades orais, e o nível socioeconômico e cultural dos grupos sociais condiciona a linguagem de seus membros.

É necessário que no processo de alfabetização o alfabetizador ajude o aluno a dominar o dialeto – padrão, tanto falado quando escrito, e o auxilie a enfrentar dificuldades  até chegar a compreensão da linguagem escrita, para isso deve criar atividades didáticas para superá-las, utilizando palavras pertencentes a sua cultura.Com isso, percebe-se que o ponto de partida do Método Paulo Freire é a pesquisa da fala da comunidade a ser alfabetizada, o que é necessário para a seleção de Palavras Geradoras da comunidade, que depois serão submetidos  à “codificação”, “descodificação”, e à análise e síntese.

Na terceira parte os autores irão demonstrar a importância da “codificação” e da “descodificação” no Método Paulo Freire de Alfabetização os quais são passos que garantem que a aquisição da leitura e da escrita seja significativa. De forma que se o processo de alfabetização, qualquer que seja sua metodologia ou proposta, exclui os passos da “codificação” e da “descodificação”, tornar-se-a mecânico, porque tal método ou didática excluem a reflexão sobre a sociedade e o momento histórico em que estão inseridos. Os autores ainda frizam que considerando a faixa etária do aprendiz, o professor pode elaborar e realizar diversas atividades, seguindo a estrutura do Método Paulo Freire, em seus dois primeiros passos, partindo dos conhecimentos e experiências de seus alunos, que favoreçam a capacidade de refletir e de se conscientizar, criando espaços de interação social na sala de aula.

            Os autores comecam a quarta e última parte do capítulo afirmando que a linguística contribui para a formação do alfabetizador, porque oferece fundamentos necessários à compreensão do processo de aprendizagem e ensino da leitura e da escrita, e das estratégias para a aquisição dessas habilidades. E demonstram as fases pelas quais a escrita passou até chegar ao ponto atual: pictográfica, idegráfica, silábica e alfabética.

            Na fase pictográfica escreviam-se através de desenhos, os pictogramas. Já na fase ideográfica os desenhos foram simplificando-se e os caracteres afastavam-se das figuras e aproximavam-se do que se tornaria posteriormente as letras.

            Na fase silábica é o momento de desvencilhamento do desenho e da construção das futuras letras. A última fase da alfabetização á a alfabética, onde o escritor leitor já adquiriu a consciência fonológica e articula as correspondências de cada letra (grafemas) com seus respectivos fonemas.

            Mas para que o aluno seja alfabetizado é necessário que duas questões sejam respondidas: o que a escrita representa e o modo de construção dessa representação, com isso dá-se ínicio aos estágios onde o aprendiz pensa que se escreve com desenhos, letras, rabiscos ou outros sinais gráficos. No estágio seguinte, o nível silábico, faz-se com atividades de vinculação do discurso oral com o texto escrito, da palavra escrita com a palavra falada, enquanto na última fase que é a alfabética o aprendiz analisa nas palavras suas famílias silábicas e seus fonemas, vogais e consoantes. Já estão alfabetizados, porém irão ter conflitos sérios ao comparar sua escrita alfabética e espontânea com a escrita ortográfica, em que se fala de um jeito e escreve de outro.
E é com base na análise dos passos do Método Paulo Freire que os autores afirmam que ele atende a todos os aspectos considerados necessários para a alfabetização.

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